f Adeus, verde.

18 de nov. de 2015

Crise dos 25?!


Faltam apenas cinco anos para os 30.




Não são apenas 25. Os 18 já estão lá atrás, com seu corte de cabelo duvidoso, e suas combinações de roupas exóticas. O charme de dizer todo sorridente enquanto toma um mojito, "Eu fiz 22, to ficando velho, né?!" já se acabou. E eu nem preciso falar dos "23", aquela idade limbo, que nada acontece, a não ser gerar expectativa sobre como será aos 24 anos.

O f#d@ é que do nada, quando a gente menos espera, enquanto brincamos de ainda ser suuupeeer jovens, "25" aparece, essa IDADE que chega com tudo, toda bem vestida, fina, no saltão, e cheia de malas da Louis Vuitton, já te perguntando a queima roupa:

"E aí, to rica?!"
"Bom... mas pelo menos já fiz uma faculdade, né?!"
"Sou dona do que?! ah... empregada ainda, tendi."
"Casei não???"
"Essa é a minha mãe morando comigo?! ah, sou eu quem moro com ela, claro..."

Mas, graças a deus já estamos mais maduros, e respondemos pausadamente todas as perguntas do #QuizDos25, fazendo a IDADE entender que as coisas não tão simples e rápidas assim, que ainda não teve casamento, mas nem por isso ela deixou de ser feliz, que a faculdade ainda não aconteceu, mas que ela realmente tem um puta potencial, que morar com a mãe nunca foi tão prazeroso e divertido, e que definitivamente dinheiro não traz felicidade (mentira, traz sim, muita. Por isso vou suar a nossa camiseta fina e chique, prometo)

A verdade é que estou em paz, juro. Fui permitindo conhecer cada idade que chegava, compreender todas elas (ou quase), e não criticar a discrepância e ousadia de uma ou outra. A verdade é que todas elas usaram do questionamento para fazer eu mudar. Mudei tanto, que já não me preocupo com os próximos cinco anos, estou aproveitando a viagem, no meu barco, quem tinha que pular, já pulou. Aprendi a não cansar de remar, e nunca deixar de avistar o meu paraíso.

Sem crise. 

10 de ago. de 2015

E a saudade?!

O Facebook anda nos ajudando a lembrar de alguns momentos, através de fotos postadas por nós mesmos, a um ou alguns anos atrás. E hoje foi assim, uma foto antiga, que teve o poder de trazer saudade, que fez eu abrir o notebook só para colocar pra fora esse sentimento.

Já sentiu saudade boa? aquela que te faz sorrir, mas que não deixa de apertar o coração, de dar aquela angústia.

Uma saudade do que vivi, da intensidade daqueles dias, do calor daquela cidade, dos lugares que entrei e saí, do meu desequilíbrio e da minha paz. Aquele bem estar de viver algo totalmente novo, com pessoas interessantes e desconhecidas. As noites sem fim, as manhãs ressacadas, os aprendizados, a troca sincera, eu amei naquele lugar, eu fui amado. Como tudo isso não traria a tal saudade?!

Essa saudade não faz eu abandonar tudo aqui, não faz eu procurar e revirar o meu passado, ou simplesmente fazer as malas mais uma vez. A saudade existe, mas não mexe com o meu presente, justamente por não ser a falta de algo interrompido, não vivido, ou deixado pra trás. Não me foi tirado nada, não abandonei a história no meio. Eu simplesmente passei por tudo que deveria ter passado, naquela cidade, a mais de 5 mil quilômetros de onde estou hoje.

Então sem eu perceber, essa angústia, esse aperto no peito, se transforma em sossego, uma espécie de felicidade simples, uma tal "saudade boa".

Que assim seja, hoje e sempre.





17 de jun. de 2015

Reclamando da felicidade


Tenho uma família completa, cheia de amor e de problemas pequenos que vem e que vão, que se dissolvem com o tempo. Também sou rodeado de amigos, daqueles bons, que irão sair de seus colchões confortáveis para ir correndo ao meu encontro, independente de hora ou ocasião, eles sempre estão por ali. Trabalho um bocado, e ganho minha grana com isso.
Uma cama confortável, roupas boas e escolhidas por mim no armário, geladeira com coisas que gosto de comer, uma saúde ok, energia e entusiasmo de sobra.

Espera aí, to reclamando de que então?

Reclamamos por reclamar, por puro hábito de ter o que se queixar.
Sentimos necessidade de falar que não aguentamos mais o frio, que o calor está insuportável, que fulano atrasou e fez você esperar. Que você perdeu o ônibus ou que o motorista não é educado. Que preferia o de uva, mas só tem laranja. Que isso e que aquilo...

Ah para!
A verdade é que usamos esse bando de lamúrias para esconder que somos completamente felizes.
Como se fosse feio estar "100porcento". Aquela velha história que felicidade tem que ser vivida em voz baixa, que não deve ser gritada. Vivemos cochichando nossas conquistas, os nossos projetos e sonhos, já os nossos percalços e mau tempo, falamos em voz alta, pra quem quiser escutar.
Quando alguém pergunta "tudo bem?" e a resposta é "tudo ótimo!" chega a soar estranho, uma pontinha de arrogância ou algo forçado. Pois estamos acostumados a ouvir "tudo bem sim" ou "tudo indo" ou qualquer outra frase sem impacto e entusiasmo nenhum,

Então se me perguntarem "tudo bem?"
Tudo ótimo, tudo maravilhoso.

Sou feliz vivendo minha vida exatamente como ela é, e isso não quer dizer que não quero mais, que não tenho ambição, pelo contrário, minhas ambições e desejos são infinitos, passaria a noite aqui escrevendo tudo que quero conquistar e/ou comprar. A questão é que estou sossegado com que conquistei até agora.
Os amigos, a família maluca, as cervejas no fim da tarde, o jantar gostoso que posso pagar graças ao trabalho que faço durante a semana, enfim, com tudo que compõe a minha história, até mesmo com esses falsos problemas que crio somente pra agitar minha pacata vida.

11 de jun. de 2015

Dia dos (ex)namorados


Quando organizei uma viagem surpresa, com direito a jantar e lareira.
Eu estava apaixonado.

Quando mexi no seu celular assim que adormeceu.

Eu estava apaixonado.

No café da manhã que eu fiz só pra gente brindar ao nosso amor.

Eu estava perdidamente apaixonado.

Quando usei uma tesoura pra cortar a blusa que você havia esquecido lá em casa, depois de mais uma briga.

Eu estava apaixonado.

Quando deixei recado, bombom, carinho.

Eu estava apaixonado.

Invadi teu espaço, tua casa, tua liberdade.

Acredite, eu estava apaixonado.

Quando peguei uma fila apenas pra recarregar seu celular.

Eu estava apaixonado.

Depois de apagar metade dos teus contatos.

Eu continuava apaixonado.

Sempre levei muito a sério estar apaixonado. E junto com a paixão vem o total desequilíbrio, coisa que também levei muito a sério.
Hoje, longe de todos vocês, que me enlouqueceram de amor e ódio, percebo o quanto consigo ser feliz e completo nesse próximo dia 12 de junho. Jantando com meus amigos.

Feliz dia dos (ex) namorados.