f Adeus, verde.

14 de mar. de 2016

Minha amiga...


A verdade, minha amiga, é que o tempo passa, depressa, e sempre muda tudo.
Estamos sendo atropelados pelos anos e seus acontecimentos. Uma hora a felicidade escancarada, no outro dia o medo e uma tristeza, com ou sem um motivo, existindo um fato, ou não existindo. Os anos, os acontecimentos, e seus sentimentos estão nos atropelando, eu sei.
A verdade, minha amiga, é que tudo mudou. Nós mudamos. Trocamos de opinião, temos outro gosto musical, amaduremos algumas ideias, aperfeiçoamos a nossa fé, e o jeito de falar com Deus, a gente se reinventou diversas vezes, eu lembro de todas elas.
A verdade, é que a vida sempre gostou de provar que tem poder, poder de transformar tudo, de nos jogar para o lado que ela acredita ser melhor, a hora que ela bem entender. E a gente entendeu o recado, se transformou junto, e se adaptou aos novos fatos.
A verdade, amiga, é que aprendemos a ser felizes, de todo e qualquer jeito, independente das loucuras dos dias, da rapidez que os meses se desenrolaram. A gente foi muito feliz até aqui.

Não tenho mais medo do calendário, tão pouco da instabilidade da vida, e nem sequer dos golpes duros que vamos ser obrigados a passar. E posso te dizer mais uma verdade?!
Não tenho medo de nada disso, não por ser um cara corajoso, mas, por ter você aqui, minha amiga.
Sinto força, vontade de seguir, fico calmo, e alegre, sempre que percebo que somos pra sempre, amor de alma, irmãos.

Então, vamos sentar, pode ser na mesa de um bar, ou no sofá da tua casa, vamos tomar uma cerveja, ou uma coca cola bem gelada, vamos aquietar a nossa mente, enquanto conversamos e relembramos o que realmente vale a pena lembrar. Vamos sorrir, já que é o que sempre fizemos. E ficar lado a lado, enquanto o tempo passa, depressa, e muda tudo.

Te amo, em todas as vidas.

2 de dez. de 2015

Um ano sem...


Uma das sete ondinhas que eu pulava todo o réveillon, era reservada pra um pedido em especial: um amor.

Nas minhas orações, eu balbuciava rapidamente "saúde, dinheiro, paz" e logo clamava por um AMOR.
Eu gostava de ouvir as histórias dos meus amigos, mas, ansiava a minha vez de falar, falar e falar sobre minhas frustrações amorosas. E sempre questionando: quando vai dar certo pra mim?!

Em
resumo: eu era um porre, aquele cara que vivia apaixonado por um ideal de amor, mas que nem sequer sabia amar de verdade, pois prejudicava todas as minhas relações com aquele "mimimi" de gente insegura, ciumenta e cheia de posse sobre o outro.
Quando não estava apaixonado, estava tentando esquecer alguém, e pior, que sempre acabava esquecendo, mas, por outro alguém, e o ciclo vicioso continuava, e continuava pegando fogo.
Era eu, repetindo pra mim mesmo, o quanto eu era passional e o quanto nada nunca dava certo...
Até que... isso parou. ACABOU!

No meu último romance as coisas já estavam bem mais tranquilas, acho que finalmente comecei a me dar conta que supervisionar e enlouquecer alguém, não era a melhor técnica para evitar um chifre ou conquistar a lealdade e carinho da outra pessoa. Entendi que cada um DEVE ter seu espaço, e que liberdade não cai bem só pra mim, mas pra todos.

Essa relação foi bastante saudável, e veja só... também chegou ao fim.

Só
que essa vez não causou tanta dor. 
Só que essa vez não precisei ocupar os ouvidos dos amigos.
Só que essa vez não precisei me destruir para ficar bem.
Só que essa vez eu não me apaixonei de novo.

Interrompi o velho ciclo vicioso.

12 meses se passaram.

Eu
continuei sozinho, EU NÃO ME APAIXONEI DE NOVO, e foi por pura opção, por estar bem, exatamente do jeito que estou agora, enquanto escrevo esse texto. Escrevo e vou me dando conta de que não lembrava mais qual foi a última vez que fiquei sem ninguém na cabeça, sem nenhum louco amor fazendo sombra no coração. 
A melhor parte disso tudo, é que não há nenhuma amargura nesse último trecho que leram.

Enfim, de uma coisa eu já tenho certeza; uma das sete ondinhas que eu pular esse réveillon, vai ser reservada pra um pedido em especial: um pouco mais de evolução.

Gostou do texto?  Então curte a página no Facebook: 

https://www.facebook.com/adeusverde/

18 de nov. de 2015

Crise dos 25?!


Faltam apenas cinco anos para os 30.




Não são apenas 25. Os 18 já estão lá atrás, com seu corte de cabelo duvidoso, e suas combinações de roupas exóticas. O charme de dizer todo sorridente enquanto toma um mojito, "Eu fiz 22, to ficando velho, né?!" já se acabou. E eu nem preciso falar dos "23", aquela idade limbo, que nada acontece, a não ser gerar expectativa sobre como será aos 24 anos.

O f#d@ é que do nada, quando a gente menos espera, enquanto brincamos de ainda ser suuupeeer jovens, "25" aparece, essa IDADE que chega com tudo, toda bem vestida, fina, no saltão, e cheia de malas da Louis Vuitton, já te perguntando a queima roupa:

"E aí, to rica?!"
"Bom... mas pelo menos já fiz uma faculdade, né?!"
"Sou dona do que?! ah... empregada ainda, tendi."
"Casei não???"
"Essa é a minha mãe morando comigo?! ah, sou eu quem moro com ela, claro..."

Mas, graças a deus já estamos mais maduros, e respondemos pausadamente todas as perguntas do #QuizDos25, fazendo a IDADE entender que as coisas não tão simples e rápidas assim, que ainda não teve casamento, mas nem por isso ela deixou de ser feliz, que a faculdade ainda não aconteceu, mas que ela realmente tem um puta potencial, que morar com a mãe nunca foi tão prazeroso e divertido, e que definitivamente dinheiro não traz felicidade (mentira, traz sim, muita. Por isso vou suar a nossa camiseta fina e chique, prometo)

A verdade é que estou em paz, juro. Fui permitindo conhecer cada idade que chegava, compreender todas elas (ou quase), e não criticar a discrepância e ousadia de uma ou outra. A verdade é que todas elas usaram do questionamento para fazer eu mudar. Mudei tanto, que já não me preocupo com os próximos cinco anos, estou aproveitando a viagem, no meu barco, quem tinha que pular, já pulou. Aprendi a não cansar de remar, e nunca deixar de avistar o meu paraíso.

Sem crise. 

10 de ago. de 2015

E a saudade?!

O Facebook anda nos ajudando a lembrar de alguns momentos, através de fotos postadas por nós mesmos, a um ou alguns anos atrás. E hoje foi assim, uma foto antiga, que teve o poder de trazer saudade, que fez eu abrir o notebook só para colocar pra fora esse sentimento.

Já sentiu saudade boa? aquela que te faz sorrir, mas que não deixa de apertar o coração, de dar aquela angústia.

Uma saudade do que vivi, da intensidade daqueles dias, do calor daquela cidade, dos lugares que entrei e saí, do meu desequilíbrio e da minha paz. Aquele bem estar de viver algo totalmente novo, com pessoas interessantes e desconhecidas. As noites sem fim, as manhãs ressacadas, os aprendizados, a troca sincera, eu amei naquele lugar, eu fui amado. Como tudo isso não traria a tal saudade?!

Essa saudade não faz eu abandonar tudo aqui, não faz eu procurar e revirar o meu passado, ou simplesmente fazer as malas mais uma vez. A saudade existe, mas não mexe com o meu presente, justamente por não ser a falta de algo interrompido, não vivido, ou deixado pra trás. Não me foi tirado nada, não abandonei a história no meio. Eu simplesmente passei por tudo que deveria ter passado, naquela cidade, a mais de 5 mil quilômetros de onde estou hoje.

Então sem eu perceber, essa angústia, esse aperto no peito, se transforma em sossego, uma espécie de felicidade simples, uma tal "saudade boa".

Que assim seja, hoje e sempre.